Maternidade em Campo Grande é alvo de denúncias após mortes e parto de risco

A Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, enfrenta acusações de negligência após duas mortes de bebês e um parto de risco em 2025. [...]

Casos de negligência e descaso no atendimento a gestantes levantam questionamentos sobre a qualidade dos serviços prestados.

A Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, enfrenta acusações de negligência após duas mortes de bebês e um parto de risco em 2025.

A Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, enfrenta sérias acusações de negligência e descaso no atendimento a gestantes. Em menos de três meses, a unidade já acumula duas denúncias de morte de bebês e um caso de parto de risco, expondo possíveis falhas nos protocolos e na assistência oferecida.

Em março de 2025, uma jovem de 19 anos quase perdeu o filho após peregrinar por três maternidades em busca de atendimento. A família relatou que, mesmo com fortes dores e a necessidade de uma cesariana, a gestante foi impedida de realizar o procedimento, sendo informada sobre a falta de vagas e a impossibilidade de indução do parto antes das 41 semanas, contrariando a legislação.

Mortes e Denúncias

Em julho, o pequeno Levi, filho de Darlene Maciel, nasceu morto após a família denunciar demora no atendimento durante o trabalho de parto. Segundo o relato, Darlene deu entrada na maternidade com fortes dores, mas a equipe médica teria demorado a tomar as providências necessárias.

O laudo apontou parada cardíaca, sofrimento fetal agudo e descolamento de placenta, mas a família atribui o óbito à demora na condução do parto.

Outro caso recente envolve a morte de Ravi, que também nasceu morto na Maternidade Cândido Mariano. A mãe, Cláudia Batista da Silva, relatou violência obstétrica e tratamento desumano durante o parto.

O marido, Eduardo de Souza, afirmou que o bebê nasceu com deformações e que a equipe médica teria agido de forma fria e insensível.

A maternidade se manifestou sobre o caso de Ravi, negando falhas no atendimento e atribuindo o óbito a uma distócia de ombro, complicação obstétrica grave e imprevisível. A instituição informou que o caso será apurado internamente pelas comissões de ética e óbito, mas não se pronunciou sobre os demais casos.

As denúncias levantam questionamentos sobre a qualidade dos serviços prestados pela Maternidade Cândido Mariano e a necessidade de uma investigação rigorosa para apurar as responsabilidades e garantir que os direitos das gestantes sejam respeitados.

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