Ex-Prefeito Alcides Bernal é denunciado por homicídio e porte ilegal de arma em Campo Grande

Alcides Bernal foi denunciado pela Promotoria de Justiça por homicídio qualificado do fiscal Roberto Carlos Mazzini e porte ilegal de arma em Campo Grande. [...]
Foto: Alcides Bernal após sessão que resultou em sua cassação. (Arquivo, Jornal

A 19ª Promotoria de Justiça de Campo Grande apresentou uma denúncia contra o ex-prefeito Alcides Bernal, acusando-o de homicídio qualificado do fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini e de porte irregular de arma de fogo. Bernal está detido desde o dia 24 de março de 2026, data em que ocorreu o crime.

Os promotores Lívia Carla Guadanhim Bariani e José Arturo Bobadilla Garcia relataram que Mazzini, de 60 anos, havia adquirido a residência de Bernal, localizada no Jardim dos Estados, por meio de um leilão da Caixa Econômica Federal. Ao se dirigir ao imóvel, acompanhado de um chaveiro, Mazzini foi atacado por Bernal, que, ao ser alertado por uma empresa de monitoramento, chegou ao local armando-se e disparando.

Mazzini foi atingido por um tiro à distância, e o chaveiro conseguiu escapar. Posteriormente, Bernal se aproximou da vítima e efetuou um disparo final, que resultou na morte do fiscal, caracterizando a ação como um crime por motivo torpe, já que Bernal não aceitava a perda do imóvel.

A denúncia inclui homicídio qualificado por motivo torpe e porte ilegal de arma de fogo. Caso seja condenado, Bernal poderá enfrentar uma pena que varia de 16 a 40 anos de prisão, de acordo com o Código Penal.

O crime ocorreu em uma residência que pertencia a Bernal, mas que havia sido vendida em um leilão no ano anterior. No dia do ataque, Roberto Carlos Mazzini foi atingido por pelo menos dois tiros, resultando em ferimentos fatais. O Corpo de Bombeiros foi chamado para atender a ocorrência e encontrou a vítima caída próximo à entrada da casa.

A perícia confirmou que o primeiro disparo foi realizado a longa distância, enquanto o segundo foi feito a uma distância mais curta, evidenciada por marcas de fumaça na roupa de Mazzini. O caso segue sob investigação na Delegacia de Polícia Civil.

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