O julgamento de Sérgio Roberto de Carvalho, ex-policial militar de Mato Grosso do Sul, conhecido como o 'Escobar brasileiro', entrou em sua segunda semana na Bélgica. O Ministério Público daquele país solicitou uma pena de até 15 anos de prisão para o ex-major, apontado como fornecedor de cocaína para a organização criminosa liderada por Flor Bressers. A promotoria caracteriza Carvalho como uma figura-chave na rede de tráfico internacional.
As acusações contra Carvalho incluem o fornecimento de grandes quantidades de cocaína a Bressers e seus comparsas, que estão envolvidos em uma organização criminosa altamente estruturada. Bressers, segundo as investigações, é descrito como astuto e perigoso, ocupando uma posição de destaque na hierarquia do crime. A promotora destacou que ele nunca demonstrou arrependimento por suas ações.
Na última segunda-feira (7), a Justiça retomou o julgamento de Carvalho, que havia sido suspenso em fevereiro após os juízes declararem suspeição. O ex-major é acusado de tráfico internacional de drogas e está entre os 31 réus que compõem o tribunal criminal. O julgamento é esperado para se estender por vários dias, com sessões programadas para o período integral.
Carvalho foi preso em 21 de junho de 2022 em um hotel de luxo em Budapeste, na Hungria, e posteriormente deportado para a Bélgica. A investigação da Polícia Federal do Brasil revelou que ele liderava uma organização criminosa responsável pelo envio de 45 toneladas de cocaína para a Europa. O ex-major já havia sido preso anteriormente em 2007 e tinha um extenso histórico de investigações desde 1988, abrangendo diversos crimes.
Entre os episódios mais notórios, em 1997, Carvalho foi detido com 237 quilos de cocaína em uma fazenda e condenado a 16 anos de prisão, mas foi liberado antes do cumprimento total da pena. Em 1999, durante uma detenção no Presídio Militar de Campo Grande, ele foi flagrado com equipamentos eletrônicos proibidos e quantias significativas em dinheiro. Em 2004, enfrentou outra denúncia relacionada à adulteração de combustível, e em 2019, foi condenado a 15 anos por lavagem de dinheiro na Operação Enterprise.
A situação de Sérgio Roberto de Carvalho, agora em Julgamento Na Bélgica, evidencia a complexidade e a gravidade do tráfico internacional de drogas, além de refletir as operações conjuntas entre diferentes países no combate ao crime organizado.