Operação da Polícia Federal investiga lavagem de dinheiro e contrabando em Campo Grande.
A Polícia Federal deflagrou a operação Uroxis após denúncia da ex-esposa de um PM, investigando um esquema milionário de lavagem de dinheiro.
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A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Uroxis em Campo Grande, investigando um suposto esquema de lavagem de dinheiro e contrabando que movimentou R$ 40 milhões. A investigação teve início após denúncia da ex-esposa de um policial militar (PM) envolvido.
A operação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e interditou 13 lojas de celulares e um depósito de mercadorias na capital sul-mato-grossense. A investigação já dura dois anos, com quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático autorizada pela Justiça.
Segundo o delegado Anézio Rosa de Andrade, a ex-esposa do PM denunciou que ele estava abrindo empresas em seu nome sem recolher os impostos devidos. A partir dessa denúncia, a PF iniciou a investigação que revelou o esquema de lavagem de dinheiro e contrabando.
Atuação e Consequências
O grupo também atuava no ambiente virtual, vendendo produtos de descaminho. Uma das empresas investigadas possui filiais em São Paulo.
Apesar de ninguém ter sido preso até o momento, o delegado ressaltou que o contrabando e o descaminho frequentemente levam a outros crimes, como a lavagem de capitais.
Todas as lojas foram interditadas pela PF, assim como um depósito localizado na Vila Nha Nhá. Wellington da Silva Cruz, proprietário de algumas das empresas investigadas, nega as acusações e classifica a ação da PF como abusiva.
Ele afirma estar afastado da função de policial militar e alega que a denúncia da ex-esposa é falsa.
A operação Uroxis segue em andamento, com o objetivo de desmantelar o esquema e responsabilizar os envolvidos pelos crimes de contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro.
