Ex-Deputado Neno Razuk é alvo de busca internacional pela Interpol

Neno Razuk, ex-deputado estadual, será incluído na lista vermelha da Interpol após decreto de prisão preventiva por envolvimento em organização criminosa. O político está foragido [...]

O ex-deputado estadual Neno Razuk, membro do PL, deverá ter seu nome adicionado à lista vermelha da Interpol, uma medida que o tornará alvo de busca em 196 países. A inclusão é resultado de uma solicitação feita pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) após a decretação de sua prisão preventiva em julho de 2026, em conexão com ações contra o jogo do bicho no estado.

Desde a decretação da prisão, Neno Razuk permanece foragido, e sua defesa ainda não foi notificada sobre a decisão judicial. A responsabilidade de solicitar a inclusão do nome do ex-deputado no sistema da Interpol recai sobre a Polícia Federal (PF).

A Operação Successione, deflagrada em dezembro de 2023 pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do MPMS, visou desmantelar uma organização criminosa que atuava com o jogo do bicho em Campo Grande. Neno foi um dos dez indivíduos alvos da operação, que foi iniciada após a ocorrência de roubos de malotes relacionados a grupos rivais na região.

Na ocasião, Neno declarou estar surpreso com as acusações e reafirmou sua inocência, afirmando que a investigação comprovaria sua não participação em atividades ilegais. As investigações revelaram que a organização criminosa utilizava métodos violentos para garantir seu domínio, mesmo após a apreensão de 700 máquinas de jogo do bicho em um ponto de encontro no bairro Monte Castelo, em outubro de 2023.

A quarta fase da Operação Successione, realizada em novembro de 2025, resultou em 20 mandados de prisão preventiva e 27 mandados de busca em locais como Campo Grande, Corumbá, Dourados, Maracaju e Ponta Porã, além de ações em estados como Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul. Neno Razuk é apontado como líder dessa organização, que também envolveu outros membros da sua família, incluindo seu pai, Roberto Razuk, e seus irmãos, Rafael Godoy Razuk e Jorge Razuk Neto. Roberto foi identificado como um antigo chefe da operação de jogo do bicho na região sul de Mato Grosso do Sul.

As atividades da organização criminosa remontam à década de 1990, quando o esquema era liderado por Fahd Jamil, que também foi alvo de fases anteriores da operação. A continuação das investigações e das operações do MPMS demonstra a determinação das autoridades em combater o Crime Organizado no estado.

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