Zolani Tete, um renomado pugilista sul-africano, foi assassinado a tiros na região externa de sua casa na África do Sul na última sexta-feira, dia 21. O crime chocou a comunidade esportiva e levanta preocupações sobre a crescente violência no país. As circunstâncias do ataque ainda estão sendo apuradas pelas autoridades locais.
Relatos iniciais indicam que dois homens encapuzados chegaram em um veículo e dispararam contra Tete no momento em que ele chegava ao seu lar. O lutador, que ocupou o título de bicampeão mundial de boxe, não sobreviveu aos ferimentos e faleceu no local do crime. Uma mulher de 27 anos, que estava com ele, também foi ferida e necessitou de atendimento médico para tratar os ferimentos.
O ministro de Esportes, Artes e Cultura da África do Sul, Gayton McKenzie, expressou sua tristeza pela morte de Tete, ressaltando que o pugilista era considerado um dos melhores atletas que o país já produziu. O lutador estava em uma rotina rigorosa de treinos, buscando retornar aos combates, o que torna sua morte ainda mais trágica para seus fãs e a comunidade do boxe.
A carreira de Zolani Tete foi marcada por 34 lutas, nas quais conquistou dois cinturões mundiais, sendo um da IBF na categoria supermosca em 2014 e outro no peso-galo em 2017. Um dos momentos mais memoráveis de sua trajetória foi o nocaute aplicado em 11 segundos contra o compatriota Siboniso Gonya em Belfast, em novembro de 2017, um feito que permanece inédito na história das disputas de título mundial.
Esse trágico evento também reacendeu o debate sobre a violência crônica que afeta a África do Sul, um país que, apesar de apresentar uma queda nos índices de homicídio, registra uma média alarmante de 58 assassinatos por dia nos primeiros quatro meses de 2026. A brutalidade do crime gerou apelos por medidas mais eficazes para combater a insegurança e proteger a vida de cidadãos e figuras públicas no país.