A administração do republicano Donald Trump enviou propostas ao Brasil focadas no combate ao crime organizado transnacional. Entre as solicitações, está a apresentação de um plano para erradicar organizações criminosas como o Primeiro Comando Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), além da possibilidade de receber criminosos estrangeiros em presídios, em um acordo similar ao realizado com El Salvador no ano anterior.
Essas informações fazem parte das negociações entre os dois governos, que poderão ser discutidas em um futuro encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um alto funcionário do governo americano afirmou que os EUA exigem um plano concreto para reduzir a presença e a atuação de facções no Brasil, incluindo o PCC, o CV, o Hezbollah e organizações criminosas da China.
As demandas também incluem o compartilhamento de informações pessoais e dados biométricos de estrangeiros que buscam refúgio no Brasil. Essas propostas surgem em um contexto em que os EUA consideram classificar as facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras, por serem vistas como ameaças à segurança do continente.
A possibilidade foi discutida entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em uma conversa no dia 8. Durante essa discussão, o Brasil expressou preocupação com a classificação, levando o Itamaraty e o governo americano a buscar esclarecimentos sobre as propostas apresentadas.
