EUA reforçam postura defensiva contra o Irã no Estreito de Ormuz

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o país continuará suas ações defensivas contra o Irã no Estreito de Ormuz. A [...]
Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. (Foto: X)

O Estreito de Ormuz continua a ser um ponto crítico nas relações entre os Estados Unidos e o Irã. Em coletiva de imprensa realizada na Casa Branca, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou que as ações defensivas do país contra Teerã permanecerão. Ele enfatizou que um acordo com o Irã será possível somente após negociações bem-sucedidas que garantam a liberação da rota marítima e a finalização do programa nuclear iraniano.

Durante a coletiva, Bessent ressaltou que a paciência americana é limitada. "Estamos sendo pacientes, mas nossa paciência não é infinita", afirmou, ao criticar a postura do Irã nas negociações. O secretário também indicou que o presidente Donald Trump não aceitará um acordo que possa ser considerado desfavorável para os interesses dos EUA, colocando o urânio e o Estreito de Ormuz como pontos-chave nas discussões.

As equipes de negociação entre os EUA e o Irã ainda estão ativas, mas Bessent esclareceu que não há propostas concretas em pauta enquanto a reabertura do Estreito de Ormuz não for garantida. Ele também trouxe à tona informações sobre a falta de planos de cobrança de pedágio na rota marítima, conforme declarado pelo embaixador de Omã.

Além dos desafios nas comunicações entre as lideranças iranianas, Bessent destacou as dificuldades impostas pela recente perda de parte dessas lideranças em bombardeios realizados por forças dos EUA e de Israel. Essa situação tem dificultado o progresso nas negociações.

Em uma análise mais ampla, o secretário do Tesouro apontou que os preços do petróleo estão projetados para cair abaixo dos patamares vistos antes do aumento das tensões no Oriente Médio. Ele mencionou que, em maio, o valor do petróleo já apresentou uma redução de 10%. Com a reabertura da rota de Ormuz, a oferta deverá se normalizar, influenciando também os preços da gasolina nos EUA, que devem seguir a mesma tendência de queda.

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