EUA realizam ataque duplo a barco no Caribe gera controvérsias no governo Trump

Logo após o governo Trump conduzir o primeiro ataque conhecido contra uma suposta embarcação de drogas no Caribe, no início de setembro, o secretário de [...]

Logo após o governo Trump conduzir o primeiro ataque conhecido contra uma suposta embarcação de drogas no Caribe, no início de setembro, o secretário de Defesa Pete Hegseth apareceu no programa “Fox and Friends” e afirmou ter assistido ao vivo, conhecendo a identidade dos ocupantes e alegando que eram membros de gangues venezuelanas que tentavam envenenar os Estados Unidos. Três meses depois, surgiram controvérsias ao ser revelado que a administração teria realizado uma segunda série de ataques para eliminar os sobreviventes do primeiro ataque, levantando suspeitas de crime de guerra. A narrativa oficial mudou repetidamente: o secretário de Estado Marco Rubio inicialmente disse que o barco provavelmente seguia para Trinidad ou outro país caribenho, depois afirmou que as drogas estavam a caminho dos Estados Unidos, e mais tarde indicou que o destino final seria os EUA. A CNN informou que o almirante Frank Bradley declarou que a embarcação pretendia se juntar a um navio maior com destino ao Suriname, país de trânsito para cocaína destinada à Europa, embora ainda fosse possível que as drogas chegassem aos EUA. O senador Tom Cotton reconheceu não ter evidências de que o barco se dirigia aos Estados Unidos, mas justificou as mortes alegando que os ocupantes pertenciam a uma organização terrorista designada. Após a divulgação inicial do o Intercept e a CNN, a administração negou a ocorrência, chamando as reportagens de fabricadas e difamatórias, enquanto Hegseth e um porta‑voz do Departamento de Defesa afirmaram que a narrativa era falsa. Posteriormente, a Casa Branca confirmou o Hegseth, que inicialmente disse ter assistido ao vivo, passou a esclarecer que só viu o primeiro ataque ao vivo e não estava presente quando a decisão sobre os sobreviventes foi tomada. Trump, que antes disse não apoiar um acabou apoiando a decisão de destruir os barcos. A administração alegou que os sobreviventes ainda representavam ameaça, citando que eles teriam usado rádio para pedir reforços, porém o almirante Bradley informou que os sobreviventes não estavam em condições de fazer tal chamada. Tom Cotton afirmou que não havia evidência de uso de rádio pelos sobreviventes. Trump chegou a dizer que divulgaria o vídeo completo do ataque, mas, dias depois, o vídeo ainda não havia sido publicado, e Hegseth indicou que a divulgação ainda estava em revisão.

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