Os EUA expandiram seu território ao longo da história por meio de compras e concessões que configuraram seu mapa atual. O governo de Donald Trump aspira ampliar novamente as fronteiras com a anexação da Groenlândia. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o presidente americano estaria disposto a comprar a ilha ártica, atualmente integrante do Reino da Dinamarca.
O interesse americano na Groenlândia não é novo. Desde meados do século XIX, quando o então secretário de Estado William H. Seward lançou a ideia de comprar a Groenlândia e a Islândia da Dinamarca, isso já era um desejo de Washington. Com a chegada de Trump ao poder em seu primeiro mandato, o interesse pela ilha autônoma foi reavivado, mas sem avanços.
As regras que regem o direito internacional respondem que tecnicamente sim, os EUA podem comprar áreas pertencentes a outros países. Luís Alexandre Carta Winter, professor de direito internacional, explicou que são modos de aquisição de propriedade, similares ao que acontece no direito civil. Mesmo que a possibilidade exista, a Dinamarca e a Groenlândia deixaram claro que a gigantesca ilha coberta por gelo não está à venda.
Especialistas avaliam que uma transação desse tipo seria extremamente complexa e improvável, mesmo com o aval do governo groenlandês e dinamarquês. Monica Hakimi, professora de direito internacional, avalia que, mesmo com os EUA e Groenlândia chegando a um acordo sobre os termos da transferência do território, tal tratado provavelmente também teria que envolver a participação da Groenlândia em seu processo de autodeterminação