Após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, uma crise diplomática se instaurou entre Washington e o governo da Espanha. O presidente Donald Trump ameaçou cortar o comércio com Madri após a Espanha se recusar a permitir o uso das bases de Morón e Rota, essenciais para as operações militares americanas na região.
As bases na Andaluzia são estratégicas para reabastecimento aéreo e apoio a missões no Mediterrâneo e no Oriente Médio. O governo espanhol argumentou que a operação militar não está respaldada pela Carta das Nações Unidas, provocando uma forte tensão entre os aliados da Otan.
Trump, em reunião com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que poderia interromper todo o comércio com a Espanha. Em resposta, o governo espanhol defendeu sua decisão como uma questão de soberania, enfatizando a necessidade de negociação para resolver a situação no Irã.
Recentemente, o secretário do Tesouro dos EUA criticou a falta de cooperação da Espanha na operação militar, considerando-a inaceitável e ressaltando que isso poderia colocar em risco a vida de soldados americanos. Trump também reiterou suas críticas à Espanha por não aumentar os gastos com defesa para 5% do PIB, um ponto que tem sido recorrente desde seu início na presidência.
