EUA Deslocam Frota à Venezuela: Preparação para Intervenção Contra Maduro?

O envio de oito navios de guerra dos Estados Unidos para a costa da Venezuela intensifica as especulações sobre uma possível ação militar do governo [...]

O envio de oito navios de guerra dos Estados Unidos para a costa da Venezuela intensifica as especulações sobre uma possível ação militar do governo Trump contra o regime de Nicolás Maduro. A movimentação incomum de recursos militares para a região do Caribe, área de atuação do Comando Sul do Exército americano, chama a atenção pela variedade de capacidades que os navios oferecem em um eventual confronto.

A frota é composta por destróieres como o USS Gravely, USS Sampson e USS Jason Dunham, um navio de ataque anfíbio (USS Iwo Jima), dois navios de transporte anfíbio (USS San Antonio e USS Fort Lauderdale), um cruzador de mísseis guiados (USS Lake Erie) e um submarino de ataque rápido com propulsão nuclear (USS Newport News). Juntos, esses navios combinam poder de fogo e capacidade de vigilância, incluindo mísseis Tomahawk de alta precisão.

O deslocamento dos navios, que enfrentou atrasos devido ao furacão Erin no Oceano Atlântico, ocorre em meio a um aumento da tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela. Os militares americanos alegam que as operações visam combater as ameaças à segurança nacional representadas por “organizações narcoterroristas” na região.

Na semana anterior, os Estados Unidos já haviam mobilizado navios de guerra, aeronaves, um submarino e aproximadamente 4.000 militares para o sul do Caribe, próximo à costa venezuelana, supostamente com o objetivo de combater os cartéis de drogas que operam na área.

A porta-voz do governo americano declarou que Maduro “não é um presidente legítimo” e o acusou de ser um “fugitivo” e “chefe de cartel narcoterrorista”, justificando o uso de “toda a força” contra o regime venezuelano. Os EUA oferecem uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro, acusado de envolvimento em conspiração com o narcoterrorismo, tráfico de drogas e uso de armas em apoio a crimes relacionados ao tráfico.

Em resposta à movimentação americana, Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos para combater o que ele considera “ameaças” dos Estados Unidos.

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