A violência nem sempre deixa marcas visíveis, e a perícia é fundamental para revelar o que não aparece num primeiro relato. Elementos como marcas no corpo, vestígios ambientais e outros sinais são essenciais para a transformação de uma ocorrência em prova. A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul atua em 79 municípios, realizando atendimento no local do crime, exames médico-legais e análises laboratoriais. Na Capital, quatro institutos especializados garantem a produção de provas técnico-científicas.
Nos casos de feminicídio, agressões e violência sexual, a coleta de elementos na cena do crime inicia a atuação pericial. Os exames de corpo de delito documentam lesões e coletam vestígios, enquanto os exames necroscópicos ajudam a esclarecer causas de morte violenta. Além disso, o atendimento é integrado à rede de proteção à mulher, modificando o percurso da vítima dentro do sistema.
Em Campo Grande, a seção do IMOL instalada na Casa da Mulher Brasileira celebra três anos de funcionamento em março. Nesse espaço, o exame é realizado onde a mulher recebe acolhimento, evitando deslocamentos e etapas fragmentadas. O número de atendimentos cresceu significativamente, com 1.524 registros em 2025 e 385 em 2026 até o momento.
Em Dourados, o Projeto Acalento, em parceria com a UFGD, também promove atendimento integrado, permitindo que vítimas de violência tenham acesso a saúde e procedimentos médico-legais no mesmo fluxo. Essa abordagem evita que as mulheres precisem se deslocar por diferentes instituições, facilitando o atendimento e a realização de exames periciais.