O governo dos Estados Unidos informou que está preparado para iniciar uma ofensiva militar contra grupos criminosos na América Latina, inclusive de forma unilateral, se necessário. A afirmação foi feita pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, durante uma conferência em Miami, onde pediu aos países da região que intensifiquem o combate aos narcoterroristas.
Hegseth destacou que a preferência dos EUA é atuar em cooperação com seus vizinhos, mas não descarta ações isoladas. Ele discursou na abertura da conferência "Américas contra os cartéis", realizada na sede do Comando Sul dos Estados Unidos, na Flórida. O secretário mencionou a nova Doutrina Monroe, defendida pelo presidente Donald Trump, que permite ataques militares a organizações ligadas ao narcotráfico na região.
O secretário enfatizou a necessidade de que os governos da América Latina adotem uma postura mais ativa no combate ao crime organizado e defendeu a ampliação da cooperação militar e de inteligência entre os países. A conferência ocorreu após a primeira operação militar conjunta entre os Estados Unidos e o Equador contra narcoterroristas.
Desde setembro do ano passado, os EUA bombardearam 44 embarcações ligadas ao narcotráfico no Pacífico e no Caribe, na operação "Lança do Sul", resultando em pelo menos 150 mortes. Hegseth justificou a postura agressiva da Casa Branca ao citar o impacto das drogas nos EUA, com mais de um milhão de mortes por overdose durante o governo de Joe Biden.
