Os Estados Unidos começaram a retirar funcionários não essenciais e familiares da embaixada americana em Beirute nesta segunda-feira (23). A decisão, classificada como temporária, reduz a presença diplomática ao pessoal considerado indispensável para manter a operação funcionando.
A retirada é justificada pela avaliação contínua do ambiente de segurança no país, que aponta risco de um possível conflito militar. Cerca de 50 pessoas já deixaram a embaixada, e a equipe principal permanece em atividade para assistir cidadãos norte-americanos no Líbano.
A medida ocorre enquanto os EUA aumentam sua força militar no Oriente Médio para pressionar o regime iraniano nas negociações sobre o programa nuclear. Porta-aviões e destróieres foram posicionados no Mediterrâneo, Mar Vermelho e Golfo Pérsico, além de aeronaves de combate enviadas para reforçar a região.
A nova rodada de negociações entre Washington e Teerã está marcada para quinta-feira (26) em Genebra. Recentemente, o presidente Trump afirmou que “coisas realmente ruins” podem ocorrer se não houver um acordo, enquanto autoridades iranianas advertiram sobre possível retaliação contra bases americanas no Oriente Médio.
