O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA criticou a decisão judicial do Peru que reduz a atuação do órgão regulador sobre o porto de Chancay, majoritariamente controlado pela China. O texto afirma que Washington está “preocupado com relatos de que o Peru enfrenta dificuldades para supervisionar um de seus portos mais importantes sob jurisdição de proprietários considerados predatórios.”
A manifestação ocorreu depois que o Primeiro Juizado Especializado em Matéria Constitucional de Lima deferiu uma ação movida pela estatal chinesa Cosco Shipping Ports Chancay Peru S.A. A sentença determinou que o Ositrán, órgão fiscalizador peruano, não poderá atuar no terminal, exceto para fixar tarifas e em condições específicas definidas na decisão.
A presidente do Ositrán, Verónica Zambrano, chamou o caso de “sem precedentes” e destacou que nunca antes um ente regulado havia recorrido à Justiça para bloquear a atuação do supervisor. A entidade anunciou que recorrerá da decisão, ainda não definitiva, para manter suas competências regulatórias sobre o porto.
Operado em 60% pela estatal chinesa e 40% pela empresa peruana Volcan, o porto de Chancay é estratégico por seu potencial em transformar o país em um hub logístico entre a Ásia e a América do Sul, segundo dados oficiais.