Estado teve aumento de 53% em número de pacientes renais crônicos

Mato Grosso do Sul seguiu a tendência nacional e teve aumento de 53% no número de atendimentos às pessoas com doença renal crônica, segundo boletim [...]

Mato Grosso do Sul seguiu a tendência nacional e teve aumento de 53% no número de atendimentos às pessoas com doença renal crônica, segundo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, nesta segunda-feira (21). Essa porcentagem é a comparação dos registros de 2022 e 2023, nas unidades de Atenção Primária à Saúde.

De acordo com o boletim, o Estado está em tendência de crescimento das doenças crônicas nos rins. Quando começou o levantamento, eram 1.408 pacientes, passou para mais de 1.800 em 2022, ultrapassou 2.300 no ano seguinte, chegou a 3.048 em 2022 e terminou 2023 com 4.664 pacientes.

Com relação ao transplante de rim, como uma intervenção terapêutica fundamental para enfrentar as complexidades da doença em estágios terminais, Mato Grosso do Sul passou de 26 cirurgias do tipo realizadas em 2022 para 65 no ano seguinte. Desde a série histórica, nos transplantes de rins, onde o primeiro aconteceu em 2010, 2023 foi o que mais realizou o procedimento.

Mesmo com o aumento nas cirurgias, o Estado ainda ocupa a 16° posição no ranking dos que mais transplantam, mesmo levando em consideração que o número populacional é menor, isso representa menos de 2% dos pacientes renais crônicos atendidos.

Renais crônicos no Brasil – Ao todo, o País registrou 188,1 mil atendimentos às pessoas com doença renal crônica em 2023. Já em transplantes, o último ano teve mais de cinco mil cirurgias a partir da doação de rins.

O estudo também destaca que, além do aumento na incidência da doença renal crônica, fatores como o envelhecimento populacional, a baixa qualidade da alimentação com consumo de ultraprocessados e a crescente prevalência de diabetes e hipertensão complicam ainda mais a situação.

Com cerca de 38 milhões de brasileiros vivendo com hipertensão e 12 milhões com diabetes, o boletim reforça a urgência de políticas públicas eficazes para o controle e a prevenção dessas doenças.

O boletim completo pode ser consultado clicando aqui.

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