Nova resolução da Secretaria de Saúde visa expandir o serviço, especialmente no interior.
Mato Grosso do Sul expande teleatendimento com novas especialidades e busca maior adesão municipal para otimizar o acesso à saúde e reduzir custos.
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul atualizou o protocolo de acesso aos teleatendimentos, ampliando a lista de especialidades e buscando maior adesão dos municípios, especialmente no interior, onde o acesso a especialistas é mais difícil.
A nova resolução inclui infectologia e enfermagem em cuidados paliativos, além de atualizar áreas como dermatologia, endocrinologia, neurologia pediátrica, nutrição, pneumologia e psicologia. O protocolo regulamenta o atendimento remoto no SUS, garantindo a padronização por meios digitais.
O governo estadual destinará R$ 26 milhões em 2026 para fortalecer o serviço, com apoio técnico do Hospital Israelita Albert Einstein e da Fundação Oswaldo Cruz. O governador Eduardo Riedel tem cobrado maior adesão dos prefeitos ao serviço, destacando que o diagnóstico precoce evita custos maiores com tratamentos complexos.
Impacto e Investimento
O Estado prevê um orçamento de R$ 1,6 bilhão para a saúde neste ano, com 75% dos recursos direcionados à rede hospitalar. Riedel defende que a telessaúde é essencial para equilibrar o acesso aos diagnósticos e reduzir a sobrecarga dos hospitais, especialmente nas cidades menores.
Municípios interessados devem seguir o Protocolo de Acesso aos Serviços de Teleatendimentos do Núcleo de Telessaúde de Mato Grosso do Sul, disponível no site da SES. A secretaria poderá revisar o documento periodicamente, conforme orientações do Ministério da Saúde e demandas identificadas pelas equipes locais.
O programa está alinhado com o Programa SUS Digital do Ministério da Saúde.