Educadores e pais protestam contra a transferência do Ensino Médio da Escola Municipal Agrícola para a gestão estadual a partir de 2026.
Professores e pais protestam contra a decisão de transferir o Ensino Médio da escola agrícola para a responsabilidade do estado a partir de 2026.
Educadores e pais de alunos da Escola Municipal Agrícola Governador Arnaldo Estevão de Figueiredo realizaram um protesto contra a decisão da prefeitura de transferir o Ensino Médio da instituição para a responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação (SED) a partir de 2026. O ato visou defender a permanência da etapa de ensino sob gestão municipal.
O professor Vagno Nascimento explicou que a mudança para a gestão estadual impactaria diretamente na qualidade pedagógica da escola. Ele ressaltou que atualmente a escola conta com professores efetivos, incluindo mestres, doutores e técnicos em veterinária, que seriam substituídos por professores contratados pelo estado.
Sob responsabilidade da prefeitura, os alunos concluem o ensino com duas formações integradas, a técnica e a média. No entanto, com a mudança, o ensino técnico agrícola seria extinto. O professor Nascimento classificou a medida como um retrocesso.
Preocupações da Comunidade Escolar
Pais de alunos manifestaram insatisfação com a decisão, alegando que não foram consultados e que a mudança prejudicará os estudantes, muitos dos quais são filhos de pequenos proprietários rurais ou funcionários de fazendas distantes, sem condições de realizar estágios longe de casa.
A prefeitura, por meio da SEMED, esclareceu que a transferência do ensino médio para a responsabilidade do Estado está em conformidade com a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que definem as competências de cada ente federativo na oferta da educação. No entanto, a comunidade escolar continua a lutar pela permanência do ensino médio técnico na escola agrícola.