A deputada federal Erika Hilton acionou a AGU para investigar a disseminação de fake news que acusam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de transfobia, com base na circulação de vídeos descontextualizados de um discurso do petista. O pedido foi protocolado no domingo junto à Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia e mira uma suposta rede coordenada de desinformação que criou uma narrativa falsa sobre o episódio.
A controvérsia teve origem em uma cerimônia realizada na sexta-feira, em alusão aos 90 anos do salário-mínimo e ao lançamento de uma medalha comemorativa da medida. Durante o evento, Lula fez um alerta sobre os riscos do uso da Inteligência Artificial, especialmente na produção de imagens falsas sem consentimento.
Diante da repercussão, Erika Hilton se manifestou publicamente para rebater as acusações, afirmando que não estava presente no evento e que Lula não se referia a ela. Ela ressaltou que o presidente conversava com uma pessoa da plateia e o uso do nome não tinha relação com sua figura, destacando que há outras mulheres chamadas Erika.
A deputada contextualizou o discurso presidencial, afirmando que Lula alertava sobre os riscos do uso da Inteligência Artificial para a produção de conteúdo falso sem consentimento, e que esse ponto central foi ignorado por adversários políticos, que teriam transformado o episódio em mais uma ofensiva baseada em preconceito e desinformação.