Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) suspendeu os registros de 15 profissionais envolvidos no rompimento da barragem.
O Crea-MG cancelou os registros de 15 engenheiros ligados à tragédia de Brumadinho, ocorrida em janeiro de 2019. A medida impede que os profissionais exerçam a profissão.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) informou, nesta segunda-feira (6), o cancelamento dos registros de 15 engenheiros envolvidos na tragédia de Brumadinho, ocorrida em janeiro de 2019. A medida foi tomada após o trânsito em julgado das decisões, impedindo os profissionais de exercerem a profissão.
De acordo com o Crea-MG, os processos foram conduzidos com rigor, respeitando o direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme previsto no Código de Ética Profissional da categoria. A Associação de Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão – Brumadinho (Avabrum) considera a sanção do Crea como um sinal de que práticas contrárias à ética não encontram espaço na engenharia.
O rompimento da barragem em Brumadinho é considerado o maior acidente de trabalho no Brasil em perda de vidas humanas, com 272 mortos. Doze milhões de metros cúbicos de rejeitos foram despejados na natureza, contaminando o Rio Paraopeba e afetando a biodiversidade. A lama tóxica continha metais pesados como ferro, manganês, chumbo e mercúrio.
A mineradora Vale S.A., responsável pela barragem, informou que não comentaria a suspensão dos registros. A Vale também é controladora da Samarco, mineradora responsável pelo rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG) em 2015, que matou 19 pessoas e causou a maior tragédia ambiental do Brasil.