Nos dias 6 e 7 de maio, Brasília sediou o II Encontro Técnico Nacional do Projeto Captura, focado em aprimorar as ações de captura de foragidos da Justiça em todo o país. O evento ocorreu na sede da Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e teve a presença de representantes de todas as 27 Unidades da Federação, além de especialistas da Polícia Federal e membros do setor privado. A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul foi representada pela delegada Ana Cláudia Medina, que ocupa o cargo de Ouvidora-Geral e Diretora do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado.
Durante a cerimônia de abertura, o gerente do programa Captura, André Luiz Gossain, abordou a importância da comunicação eficaz entre os pontos focais, destacando que a agilidade nas informações é essencial para o sucesso das operações. Gossain também mencionou que o próximo passo do programa será a implementação de processos informatizados, visando aumentar a eficiência nas ações de captura.
O coordenador-geral de Combate ao Crime Organizado, Getúlio Monteiro de Castro Teixeira, ressaltou os resultados positivos já obtidos pelo programa, que contabiliza mais de 1,2 milhão de acessos ao site destinado à captura de foragidos, além de 27 prisões de indivíduos de alta periculosidade. Esses dados refletem o impacto do Projeto Captura na Segurança Pública.
A programação do encontro incluiu diversas discussões sobre a necessidade de fortalecer a articulação entre as instituições, o compartilhamento de informações e a automação dos processos relacionados à segurança. As autoridades presentes também apresentaram novas ferramentas tecnológicas e soluções de inteligência que estão sendo utilizadas para combater organizações criminosas. Entre as inovações discutidas, destacou-se o uso de sistemas de reconhecimento facial e métodos avançados de análise de dados.
O Projeto Captura, que é coordenado pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública, tem se mostrado essencial na organização de esforços conjuntos para a localização e prisão de foragidos, promovendo assim uma maior integração entre as forças de segurança e o Sistema de Justiça Criminal.