Empresária é presa por tortura a empregada doméstica grávida no Maranhão

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, é acusada de torturar Samara Regina Dutra Soares, de 19, grávida de seis meses. A prisão ocorreu [...]

A prisão de Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, gerou repercussão após a empresária ser acusada de tortura contra sua empregada doméstica, Samara Regina Dutra Soares, de 19 anos, que estava grávida de seis meses na época dos incidentes. O caso ocorreu em Paço do Lumiar, no Maranhão, e a prisão de Carolina foi realizada em maio, no município de Teresina, no Piauí, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Maranhão.

A defesa de Carolina argumentou em vídeo publicado nas redes sociais que a empresária se entregaria à Justiça e que estava disposta a enfrentar as consequências legais. A advogada alegou que a viagem para Teresina não foi uma tentativa de fuga, mas sim uma medida para deixar seu filho aos cuidados de um parente, dado que a família não possui outros familiares em São Luís.

O Ministério Público do Maranhão formalizou a denúncia contra Carolina e o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, também preso, sob acusações graves, incluindo tortura, tentativa de homicídio qualificado e tentativa de aborto. A Justiça recebeu a denúncia no dia 2 de maio, e a busca pela defesa do policial está em andamento.

A relação entre Carolina e Samara começou quando a jovem foi contratada de forma verbal para prestar serviços domésticos. Contudo, a situação se deteriorou após a empresária acusar a empregada de ter furtado um anel, que posteriormente foi encontrado em um cesto de roupas sujas na casa de Carolina. A partir desse momento, a situação culminou em violência, com a empresária submetendo a vítima a agressões físicas e psicológicas, com a colaboração do policial.

A denúncia detalha que Carolina agrediu Samara repetidamente e, em áudios coletados pela polícia, a empresária relata as agressões e menciona que sua mão ficou inchada em decorrência das pancadas. Além disso, foi revelado que Carolina ameaçou a empregada de morte caso ela decidisse denunciar as agressões. Samara relatou ter sido alvo de puxões de cabelo, socos e empurrões, sendo que os agressores chegaram a planejar dopá-la para transportá-la a um local onde pretendiam executá-la, segundo informações do Ministério Público.

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