Os Social-Democratas, partido de centro-esquerda que lidera o governo da Dinamarca, registraram seu pior desempenho eleitoral desde 1903 nas recentes eleições parlamentares. A legenda obteve 21,9% dos votos e conquistou 38 cadeiras, 12 a menos do que na eleição de 2022. Esse resultado exigirá difíceis negociações para a formação de um novo governo, em meio a tensões relacionadas aos planos do presidente americano, Donald Trump, de anexar a Groenlândia.
Além dos Social-Democratas, os outros dois partidos da coalizão, o Liberal e os Moderados, também perderam cadeiras. O líder do Partido Liberal, Troels Lund Poulsen, afirmou que não está mais interessado em formar uma coalizão com Frederiksen. Por outro lado, Lars Løkke Rasmussen, líder dos Moderados, pediu uma união entre os partidos, ressaltando a importância de estar coeso em um contexto global turbulento.
O partido que mais avançou foi o Partido do Povo Dinamarquês, de direita nacionalista, que conquistou 16 cadeiras, aumentando sua presença no Parlamento em 11 assentos. A Esquerda Verde também teve um bom resultado, com 20 cadeiras, cinco a mais do que em 2022.
As tensões sobre a Groenlândia se intensificaram desde que Trump assumiu a presidência em 2025, quando anunciou planos de anexação, alegando preocupações de segurança no Ártico. Políticos dinamarqueses e da Groenlândia têm rechaçado essa ideia. Trump já havia anunciado tarifas sobre importações de países que se opõem ao seu plano, mas posteriormente suspendeu essas tarifas após negociações com a Otan.