Conselheiros do Corinthians elegem nesta segunda-feira o novo presidente do clube para um mandato até o fim de 2026, substituindo Augusto Melo. A eleição não contará com a participação de todos os sócios adimplentes, mas apenas dos membros do Conselho Deliberativo e vitalícios, totalizando cerca de 300 eleitores. Para se candidatar, é preciso ser conselheiro vitalício ou estar no segundo mandato no Conselho.
O atual presidente interino, Osmar Stábile, é considerado favorito. Ele busca dar continuidade ao trabalho iniciado em maio, após o afastamento de Melo. Empresário do ramo metalúrgico e ex-aliado de Melo, Stábile conta com o apoio de conselheiros influentes. Ele afirma estar “organizando o clube de baixo para cima, com método e disciplina”, buscando solucionar problemas financeiros e administrativos. Stábile negocia um adiantamento de R$ 60 milhões em direitos de transmissão. Ele enfrentou um “transfer ban” da FIFA devido a dívidas na contratação de um zagueiro.
André Castro, assessor da Alta Vista Investimentos, também concorre, prometendo um fundo de até US$ 1 bilhão para sanar dívidas e investir no clube. Ele afirma ter o apoio do GSP Banco de Fomento Mercantil Ltda. para o aporte bilionário, que seria utilizado para quitar dívidas da Neo Química Arena e negociar o nome do estádio e do CT. Castro se declara contra a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no Corinthians.
Roque Citadini, ex-vice-presidente e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), é outro candidato. Ele conta com o apoio do grupo liderado por Andrés Sanchez, contrário a Melo. Citadini classifica a situação do clube como “insustentável” e se diz um candidato conservador, também rejeitando o modelo de SAF. Defende que membros do Fiel Torcedor possam votar nas próximas eleições.