O governo de Donald Trump analisa três alternativas principais para desobstruir o Estreito de Ormuz, atualmente fechado devido a ameaças do Irã. Essa crise impacta cerca de 20% da produção mundial de energia e levou o Pentágono a enviar 3 mil soldados para reforçar a segurança na região do Oriente Médio.
Uma das propostas é formar uma coalizão de países para realizar escoltas militares conjuntas de navios comerciais. Trump sugeriu que nações dependentes do estreito, incluindo países europeus e a China, se unam a esse esforço. Contudo, a geografia local impõe desafios, pois os navios devem passar perto da costa iraniana, que possui áreas montanhosas com esconderijos para armas e drones.
A segunda alternativa envolve um diálogo com uma 'figura poderosa' do Irã, que teria feito concessões no setor de energia. Para facilitar essa comunicação e reduzir a alta dos preços do petróleo, os EUA liberaram temporariamente a venda de petróleo iraniano retido em navios no mar. Há rumores sobre um plano de paz de 15 pontos mediado pelo Paquistão.
Por fim, a terceira opção considera a tomada da Ilha de Kharg, um ponto crucial para as exportações de petróleo do Irã. Especialistas indicam que seriam necessários cerca de 2.200 fuzileiros navais e apoio aéreo para realizar essa operação. Enquanto isso, países como Índia e Japão têm negociado individualmente com o Irã para garantir o escoamento de gás e petróleo, enquanto o Irã cobra 'pedágios informais' de até US$ 2 milhões por viagem de navios não acordados.