O dólar abriu a segunda-feira (11) com uma leve valorização de 0,9%, atingindo R$ 5,442 por volta das 9h. As negociações no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, têm início previsto para as 10h.
Após tensões recentes entre Brasil e Estados Unidos, o governo brasileiro finaliza um plano de contingência em resposta à taxação de 50% imposta pelos EUA sobre produtos nacionais. O anúncio das medidas é esperado para até terça-feira (12).
No cenário nacional, o mercado aguarda a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em um evento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Investidores buscam indícios sobre o futuro da taxa Selic. Além disso, a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho é aguardada nesta semana.
Antes do IPCA, o mercado avalia as novas projeções para a economia brasileira divulgadas no Boletim Focus pelo Banco Central (BC). A pesquisa Focus, realizada com mais de 100 instituições financeiras, revelou que o mercado financeiro reduziu, pela décima primeira semana consecutiva, a estimativa de inflação para este ano. A projeção para 2026 também apresentou recuo. A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 diminuiu de 2,23% para 2,21%. A projeção para a Selic em 2025 permanece em 15% ao ano.
O governo brasileiro avalia as medidas para conter o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos. A equipe do governo Lula tem discutido a adoção de um plano de contingência para evitar danos à economia brasileira e às empresas afetadas pelo aumento da alíquota sobre exportações brasileiras.
Nos mercados globais, os índices futuros em Nova York registram leves altas. A semana será marcada pela divulgação de indicadores econômicos que podem influenciar as decisões sobre juros nos próximos meses. A atenção se volta aos dados de inflação nos Estados Unidos, com o Índice de Preços ao Consumidor (CPI). A inflação e o mercado de trabalho são fatores cruciais para as decisões do Federal Reserve (Fed).
