Dólar Cede Terreno em Meio a Expectativas Sobre Juros e Taxas de Trump

O dólar abriu a semana em baixa, registrando uma queda de 0,18% e cotado a R$ 5,5347 por volta das 09h10. A semana se apresenta [...]

O dólar abriu a semana em baixa, registrando uma queda de 0,18% e cotado a R$ 5,5347 por volta das 09h10. A semana se apresenta com uma agenda econômica intensa, com atenções voltadas para a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil e do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, além das implicações do recente tarifaço imposto pelo governo norte-americano. O mercado também aguarda a divulgação de novos dados econômicos e os resultados financeiros de diversas empresas. As negociações do Ibovespa, por sua vez, terão início às 10h.

O início da implementação do tarifaço, previsto para esta quarta-feira, permanece no centro das discussões. Apesar do anúncio de algumas exceções nas taxas de 50% sobre produtos brasileiros, a expectativa se mantém em relação às negociações entre os governos do Brasil e dos EUA.

Além das atas do Copom e do Fed, os investidores aguardam a divulgação de indicadores econômicos tanto no Brasil quanto no exterior, e também monitoram os balanços corporativos. No cenário nacional, o destaque é o Caged, com a expectativa de que os dados revelem uma geração robusta de empregos formais no mês de junho. A balança comercial de julho também é acompanhada de perto devido ao tarifaço e deve receber atenção especial.

A ordem executiva assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no final da semana passada, introduz um novo capítulo no contexto do tarifaço global. A medida expande e modifica as tarifas recíprocas aplicadas a diversos países, com alíquotas variando entre 10% e 41%. As novas taxas devem entrar em vigor a partir de 7 de agosto.

O Brasil é o país mais impactado pelo tarifaço, com uma alíquota de 50%. As taxas estão previstas para entrar em vigor em 6 de agosto.

Segundo a Casa Branca, a taxa de 50% contra o Brasil foi adotada em resposta a ações do governo brasileiro que representariam uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o governo federal não planeja adotar medidas de retaliação contra os Estados Unidos, focando-se em ações de proteção para atenuar os impactos sobre a indústria e o agronegócio brasileiros.

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