Doação de órgãos em Campo Grande salva vidas após AVC de paciente de 42 anos

A decisão de uma família em Campo Grande, na manhã de sábado (11), resultou na doação de órgãos de uma paciente de 42 anos, vítima [...]

Gesto de solidariedade da família transforma dor em esperança no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian.

A decisão de uma família em Campo Grande, na manhã de sábado (11), resultou na doação de órgãos de uma paciente de 42 anos, vítima de AVC, no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian.

A decisão de uma família em Campo Grande, na manhã de sábado (11), resultou na doação de órgãos de uma paciente de 42 anos, vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC). O gesto de amor e solidariedade, realizado no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), leva esperança a diversos pacientes que aguardam por transplante.

A paciente, de 42 anos, teve o fígado e duas córneas captados para beneficiar pessoas na própria capital sul-mato-grossense. Além disso, um dos rins foi enviado para São Paulo e o outro para o Pará, estendendo a rede de solidariedade por centenas de quilômetros. A cirurgia de retirada dos órgãos foi iniciada às 8h30 daquele sábado, após um minucioso processo de avaliação.

O protocolo de morte encefálica teve início na tarde de quinta-feira (9) e foi finalizado na manhã de sexta-feira (10). Após a confirmação, a equipe da Organização de Procura de Órgãos (OPO), com apoio da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) e da assistência social, realizou a entrevista familiar ainda na sexta-feira. Profissionais como o enfermeiro Wanderson, a enfermeira Fabíola e a assistente social Tânia ofereceram acolhimento e suporte à família nesse momento delicado. Durante a madrugada que antecedeu a captação, foram conduzidos diversos exames laboratoriais e de imagem para garantir a viabilidade e compatibilidade dos órgãos.

A operação de retirada foi liderada pelo cirurgião Dr. Gustavo, especialista em transplante de fígado do Hospital do Pênfigo, que, junto à sua equipe, também captou os rins. As córneas foram retiradas pela equipe do Banco de Olhos da Santa Casa, com a participação do Dr. Sérgio Moreira e da OPO. A CIHDOTT teve um papel fundamental em todas as etapas, desde a abertura do protocolo até o apoio à família e a participação direta na captação. O enfermeiro Mayk Penze, chefe da Unidade de Especialidades Clínicas, também foi crucial ao viabilizar exames e procedimentos essenciais.

A superintendente do Humap, Dra. Andrea Lindenberg, enfatizou a importância do ato. “A dor da perda é imensurável, mas, quando transformada em solidariedade, se torna esperança para outras famílias. Esse gesto da família da nossa paciente mostra o poder do amor ao próximo”, declarou. Guilherme Henrique de Paiva Fernandes, coordenador da CIHDOTT, complementou que “este é um exemplo de como a dor da perda pode ser transformada em um ato de amor. A família teve a coragem de tomar uma decisão difícil, mas que, ao mesmo tempo, trouxe esperança e novos horizontes para aqueles que aguardam por um transplante.” A colaboração entre Humap, OPO, Banco de Olhos, Central de Transplantes e outros setores foi essencial para assegurar que cada etapa fosse realizada com respeito, agilidade e segurança, permitindo que a vida vencesse.

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