A inadimplência Em Mato Grosso do Sul apresentou uma desaceleração entre os meses de maio e julho de 2026, conforme dados recentes. Nesse intervalo, o aumento médio foi de 0,23%, uma redução em relação ao ano anterior, quando a alta foi de 0,84%. O recuo nos índices parece seguir uma tendência observada em todo o território nacional, de acordo com levantamentos realizados pela Serasa.
Atualmente, o Estado conta com mais de 1,3 milhão de indivíduos endividados, com um valor médio das pendências de aproximadamente R$ 8,5 mil por pessoa. Destes, 28,26% das dívidas correspondem a empréstimos em bancos e cartões de crédito. No total, Mato Grosso do Sul acumula 6,2 milhões de dívidas, atingindo um montante de R$ 11,1 bilhões.
Em um contexto mais amplo, o Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com 83,9 milhões de cidadãos inadimplentes. Em julho, o crescimento registrado foi de 0,23% em relação a junho, somando 348,3 milhões de dívidas em aberto no país, com um total de R$ 586,4 bilhões em débitos.
Para o segundo semestre, uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box revelou que 50% dos consumidores admitiram ter gasto mais do que o planejado na primeira metade do ano. Além disso, 54% dos entrevistados disseram revisar suas metas financeiras durante o ano, buscando ajustar seu planejamento.
Embora o cenário ainda apresente desafios para o equilíbrio financeiro, o levantamento mostrou um avanço significativo. Comparado ao mesmo período de 2025, houve um aumento de seis pontos percentuais no número de pessoas que buscam manter suas contas em dia, agora representando 55% dos entrevistados. Para os próximos meses, 49% afirmaram que pretendem quitar suas dívidas até o final do ano, enquanto 32% desejam limpar seu nome e 29% planejam economizar.
O desejo de economizar mais também se destacou, com a intenção de 69% dos cidadãos, um aumento em relação ao ano anterior, quando a taxa era de 64%. Além disso, 33% dos entrevistados manifestaram a intenção de investir de forma mais frequente. Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa, enfatizou a importância de reevaluar o planejamento financeiro nesse período, destacando que, mesmo com a inadimplência ainda elevada, os consumidores estão mais cientes sobre a necessidade de reorganizar suas finanças e estabelecer metas compatíveis com sua realidade econômica.