Neste domingo (1º), manifestantes de direita realizaram protestos em capitais brasileiras, criticando Luiz Inácio Lula da Silva e o Supremo Tribunal Federal (STF). O movimento tem como objetivo unificar a oposição, de olho nas eleições de outubro. A análise de Teo Cury aponta que o ato apresentou diferentes focos e estratégias entre os grupos da direita.
Cury destacou que o tom do ato foi mais moderado, sem críticas severas a ministros do STF. Além disso, mencionou uma tentativa de um setor do bolsonarismo de persuadir Alexandre de Moraes a alterar o regime de prisão de Jair Messias Bolsonaro, buscando uma mudança de prisão para domiciliar.
Os manifestantes também defenderam a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, combinando críticas ao STF com pedidos de anistia. Essa defesa é vista como parte de uma estratégia para unir a direita nas próximas eleições, com foco em nomes como Flávio Bolsonaro, Nicolas Ferreira, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
Cury ressaltou que, apesar das divergências, há convergências entre esses nomes. O movimento visa criar uma união que possa barrar a reeleição de Lula. A manifestação na Avenida Paulista evidenciou divisões entre os bolsonaristas, com alguns adotando um discurso mais moderado e outros exigindo críticas mais incisivas e impeachment dos ministros do STF.
