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Direita de MS se une contra prisão de Bolsonaro decretada por Moraes

A prisão preventiva de Jair Bolsonaro, decretada por Alexandre de Moraes, gerou forte reação e críticas de lideranças da direita no Mato Grosso do Sul. [...]

Lideranças políticas do Mato Grosso do Sul criticam a decisão do STF e manifestam solidariedade ao ex-presidente.

A prisão preventiva de Jair Bolsonaro, decretada por Alexandre de Moraes, gerou forte reação e críticas de lideranças da direita no Mato Grosso do Sul.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, desencadeou forte reação entre diversas lideranças da direita sul-mato-grossense.

De modo geral, a medida desencadeou repúdio da ala defensora do ex-presidente nas redes sociais, e provocou reações entre senadores, deputados federais, vereador e até mesmo o governador Eduardo Riedel (PP), que contestou a decisão de Moraes. O governador lamentou a prisão preventiva e manifestou solidariedade ao ex-presidente, ressaltando que Bolsonaro possui comorbidades e demanda cuidados especiais de saúde.

Para o deputado federal Luiz Ovando (PP), a ordem de prisão representa “profunda perplexidade” e acende um alerta sobre o estado das garantias constitucionais no país. Ovando destacou o histórico clínico de Bolsonaro e reforçou que não haveria fundamento para retirá-lo do regime domiciliar.

Reações no Senado e Câmara

No Senado, Nelsinho Trad (PSD) afirmou que a questão não deveria ser tratada como disputa ideológica, mas como um debate sobre respeito aos direitos de qualquer cidadão. A senadora Tereza Cristina (PP) classificou a ação do STF como “inesperada e abusiva”, apontando fragilidade no estado de saúde de Bolsonaro e defendendo a necessidade de estabilidade institucional.

Entre os deputados federais, Rodolfo Nogueira (PL) afirmou que “a perseguição desse ditador passou de todos os limites”. Marcos Pollon (PL) chamou a prisão de “estapafúrdia, exclusivamente política e com requintes de crueldade”, alegando não haver fundamentos jurídicos na decisão de Moraes.

A decisão de Moraes se baseou em elementos apresentados pela Polícia Federal e analisados pelo STF como indicativos de risco de fuga e descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente. O sistema de monitoramento registrou uma violação na tornozeleira eletrônica de Bolsonaro.

A proximidade da residência de Bolsonaro com embaixadas também pesou na análise.

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