Presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS) admitiu que a entidade enfrenta obstáculos para fiscalizar a aplicação de recursos públicos na área da saúde na capital sul-mato-grossense.
Conselho Municipal de Saúde (CMS) relatou dificuldades para fiscalizar a saúde pública em Campo Grande, durante apresentação na Câmara Municipal.
O Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Campo Grande relatou que a análise do suposto desvio de R$ 156 milhões na área da saúde ainda está em andamento. Em apresentação na Câmara Municipal, a entidade admitiu dificuldades na fiscalização da saúde pública na capital. Jader Vasconcelos, presidente do CMS, mencionou que a avaliação sobre a denúncia pode ser finalizada somente no fim de outubro.
Vasconcelos ressaltou que a denúncia de “desvio de finalidade” partiu da imprensa, e não do Conselho. Ele explicou que a Sesau apresentou uma justificativa, que está sob análise dos membros do conselho. Segundo Jader, a secretaria alega ter realizado uma regularização orçamentária que demandou um remanejamento de recursos.
Em 18 de setembro, durante sessão na Câmara Municipal, Jader Vasconcelos já havia expressado preocupações sobre a fiscalização da saúde. Apesar de minimizar a gravidade do caso dos R$ 156 milhões, ele relatou que a Sesau não tem enviado os extratos bancários do Fundo desde novembro de 2024. Essa ausência de informações impede o Conselho de fiscalizar adequadamente a verba pública. Jader lamentou a situação e informou que foi solicitado uma auditoria do Fundo Municipal de Saúde para auxiliar na fiscalização. O dirigente também enfatizou a gravidade da falta de transparência por parte da Secretaria, destacando a necessidade de acesso aos extratos das 88 contas bancárias do Fundo para realizar uma análise completa e precisa das contas. Na ocasião, Jader pediu o apoio dos vereadores na fiscalização das ações da Sesau.