Criminosos têm criado vídeos, áudios e imagens falsas com aparência realista, utilizando a tecnologia conhecida como deepfake. Essa prática é frequentemente empregada para aplicar golpes, em que os golpistas usam fotos do WhatsApp de suas vítimas para solicitar dinheiro a familiares e amigos. O delegado Leandro Azevedo, especialista em crimes cibernéticos e inteligência artificial, ressalta que essa abordagem evoluiu, agora permitindo a realização de videochamadas e clonagem de vozes com maior facilidade.
Azevedo explica que, antigamente, os golpistas apenas se utilizavam de fotos públicas, mas atualmente têm à disposição ferramentas que possibilitam a realização de chamadas em tempo real. Em Campo Grande, a polícia já registrou casos de vítimas que enfrentaram golpes envolvendo deepfake. O delegado também destaca a combinação de golpes de falso investimento com o golpe do romance, onde os criminosos criam perfis falsos para atrair emocionalmente suas vítimas.
Esses golpistas costumam usar deepfake para se apresentarem como pessoas mais jovens e sedutoras, visando enganar as vítimas em investimentos fraudulentos, especialmente em criptomoedas. Azevedo menciona um caso recente em que um criminoso tentou aplicar um golpe no Jornal Midiamax, utilizando um número falso de um dos sócios da empresa.
Diante da evolução tecnológica, as vítimas enfrentam desafios para identificar mensagens ou videochamadas fraudulentas, resultando em perdas financeiras. O delegado recomenda que as pessoas adotem medidas de segurança, como o uso de palavras-chave e perguntas íntimas que apenas familiares saberiam responder, para evitar cair em armadilhas.
