Delegado detalha como perícia e mensagens revelaram crime no caso de Gisele Alves Santana

O caso de feminicídio da soldado Gisele Alves Santana foi marcado por evidências que contradizem a versão do tenente-coronel suspeito. A perícia e mensagens trocadas [...]
Foto: Robinson Cerantula

O caso de feminicídio da soldado da PM paulista Gisele Alves Santana, de 32 anos, assassinada em sua residência, tem como principal suspeito o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Ele inicialmente alegou que se tratava de um suicídio e atualmente está detido, sendo réu por feminicídio.

O delegado Lucas Lopes, responsável pela investigação, destacou que a polícia conseguiu desmontar a narrativa apresentada pelo tenente-coronel. A perícia foi fundamental para reconstituir a dinâmica do crime, analisando vestígios como respingos de sangue e a ausência de resíduos de pólvora nas mãos da vítima.

O comportamento do tenente-coronel também levantou suspeitas. Seu relato, extremamente detalhista e repetido, contrastava com lacunas importantes, como a falta de conhecimento sobre a localização do tiro. Além disso, sua frieza e a consistência nas justificativas reforçaram a necessidade de aprofundar a investigação com base em provas técnicas.

As mensagens trocadas entre o casal se mostraram essenciais, revelando um relacionamento caracterizado por controle e sinais de violência psicológica. A análise das comunicações indicou uma escalada na violência, com o tenente alternando entre comportamentos amorosos e controladores, apresentando ciúme patológico.

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