A ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, alertou que María Corina Machado, líder opositora e prêmio Nobel da Paz, responderá judicialmente se retornar ao país. A acusação foi feita após questionamentos sobre intervenção militar e sanções solicitadas ao governo americano, além de comemorações por ações ocorridas em janeiro.
Machado passou meses ocultada no país por temor a represálias. Ela se encontrou recentemente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas foi excluída do processo de transição por falta de suporte político necessário, segundo anunciou Trump.
Durante encontro em Caracas com o secretário de Energia americano, Chris Wright, Rodríguez afirmou que negociações com Washington seguem em curso. Ela manteve a defesa do preso Nicolás Maduro, chamado de 'presidente legítimo', e de sua esposa, Cilia Flores, ambos capturados em janeiro por forças especiais dos EUA.
Os dois passarão por nova audiência em fevereiro nos Estados Unidos, onde respondem a acusações de envolvimento em atividades ilícitas ligadas ao narcotráfico. Rodriguez afirmou que eles são inocentes.
