Uma nova testemunha sob proteção na União Europeia revelou que o comandante de uma unidade brasileira na Ucrânia autorizou a tortura que resultou na morte de Bruno Gabriel Leal da Silva. A acusação inclui práticas como retenção de passaportes e apropriação de salários de brasileiros. Daniel Reis, um dos homens de confiança do comandante Leanderson Paulino, se tornou delator e confirmou que Bruno foi espancado com a autorização do comando.
Bruno, de 24 anos, morreu em 28 de dezembro do ano passado, três meses após sua chegada à Ucrânia. Reis afirmou que o comando da unidade sabia da tortura e que outros brasileiros participaram da agressão. Ele descreveu o ato como um 'remasso', uma punição coletiva onde várias pessoas espancam uma única vítima.
Reis, que fugiu de um treinamento na Espanha, agora está sob proteção policial, e sua localização não será divulgada. Ele revelou que teve seu passaporte retido para evitar sua fuga e que recebeu ameaças de morte caso tentasse escapar.
O delator, que foi recrutado por Paulino enquanto era Guarda Municipal na Bahia, decidiu falar sobre as práticas abusivas da unidade, ressaltando a gravidade das ações que ocorreram sob o comando de Leanderson Paulino.
