Advogados da ex-deputada Carla Zambelli informaram ter conseguido interromper a audiência do seu processo de extradição da Itália mediante um pedido para troca do colegiado de juízes que analisa o caso. O argumento dos advogados de Carla é o de que os juízes encarregados seriam parciais. A negativa da inclusão de provas e de ouvir o perito Eduardo Tagliaferro violaria convenções internacionais, de acordo com os advogados.
A justiça italiana ainda não se pronunciou sobre a decisão e deve divulgar nos próximos dias uma nova data para a próxima audiência. A defesa alegou que a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, não garantiria os direitos humanos da ex-parlamentar. Carla Zambelli está presa em Roma depois de ter deixado o Brasil e ser condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal.
Seu pedido de extradição foi feito pelo governo brasileiro, que quer o cumprimento da pena por supostamente participar de um plano de invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça, com apoio do hacker Walter Delgatti Neto. Ela renunciou ao mandato de deputada federal em dezembro.
A defesa de Carla Zambelli deve protocolar a “arguição de suspeição e substituição” dos magistrados italianos em até três dias. Presente à Corte, Zambelli declarou “máximo respeito aos magistrados”, mas confirmou ver “desinteresse” dos juízes e que temia que seu julgamento não fosse imparcial.