Reajuste de 5,32% no IPTU de 2026 impacta principalmente a área central, contrariando promessa de incentivos fiscais.
Decreto municipal reajusta o IPTU em 5,32%, impactando o centro da cidade e contrariando promessa de campanha da prefeita Adriane Lopes.
A Prefeitura de Campo Grande publicou o Decreto nº 16.422/2025, atualizando o valor venal dos imóveis e definindo um reajuste de 5,32% no IPTU de 2026. O índice, que segue a inflação medida pelo IPCA-E, deve aumentar o valor pago pelos contribuintes, especialmente na área central.
A administração municipal alega que a medida é apenas uma “correção inflacionária” autorizada por lei. No entanto, o reajuste contrasta com a promessa de campanha da prefeita Adriane Lopes (PP) de oferecer incentivos fiscais, como a redução de IPTU e ISS, para reaquecer o comércio do centro e incentivar reformas.
Segundo o vereador Papy (PSDB), presidente da Câmara Municipal, não há projetos em tramitação que tratem de benefícios para o Centro. Ele explica que aumentos acima da inflação precisam de aprovação legislativa, mas como o reajuste foi tratado como correção, não precisou passar pelos vereadores. O vereador reconhece que o decreto permite ajustes regionais, o que pode onerar áreas com maior valorização.
Críticas e Impactos
O vereador Marquinhos Trad (PDT) também criticou a falta de clareza na promessa da prefeita, afirmando que Adriane “prometeu algo que não tinha como cumprir”. Ele lembrou que a anistia urbana recente aumentou o valor venal de muitos prédios, especialmente na região central.
Comerciantes do centro enfrentam um cenário oposto ao prometido, com mais custos em vez de incentivos. A região, que deveria ser prioridade de requalificação, vê o discurso de revitalização se perder em meio a planilhas e decretos, tornando o IPTU reajustado mais um obstáculo para a manutenção dos negócios.