A 56ª edição do Fórum Econômico Mundial em Davos tem início marcada pelo retorno de Donald Trump após seis anos. O lema oficial do evento fala em 'espírito de diálogo', mas o fórum ocorre em um contexto de fragmentação geopolítica crescente, intensificada por disputas tecnológicas e territoriais entre grandes potências.
A disputa global por inteligência artificial deixou de ser apenas sobre inovação e passou a envolver infraestrutura, energia, cadeias produtivas e influência geopolítica.
Executivos e investidores defenderão a aposta em inteligência artificial generativa e agentes autônomos como motores de produtividade, ciência e crescimento econômico. Em paralelo, reguladores e formuladores de políticas discutem como lidar com efeitos colaterais como deslocamento de empregos, concentração de mercado, riscos à segurança e impactos sobre a democracia.
A rivalidade entre Estados Unidos e China atravessa praticamente todas as discussões, com Pequim dobrando a aposta em modelos de código aberto e aplicações práticas de inteligência artificial, enquanto Washington tenta responder exportando tecnologia, padrões, acordos e alianças