Cubanos cuidavam da segurança de Maduro

A parceria entre os regimes de Cuba e Venezuela é conhecida há décadas [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

Após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, foi relatado que 32 cubanos que faziam parte da equipe de segurança do chavista teriam sido mortos na ofensiva americana. A parceria entre os dois regimes é conhecida há décadas, mas o tamanho do contingente da ditadura de Havana que protegia Maduro chamou a atenção. Cuba passou a enviar milhares de médicos, enfermeiros, instrutores esportivos, assessores de segurança e agentes de inteligência para a Venezuela em troca de petróleo subsidiado.

A desconfiança nunca foi superada, o que levou à decisão de usar agentes cubanos como seguranças pessoais dos dois ditadores e para monitorar de perto as forças armadas venezuelanas em todos os níveis. A fama de eficiência dos cubanos atraiu Chávez e Maduro, já que agentes de segurança de Havana impediram várias tentativas dos EUA de matar Fidel Castro e também descobriram conspirações contra o regime comunista da ilha.

A equipe de segurança pessoal de Maduro havia se tornado ainda mais cubana, já que o ditador temia que os venezuelanos pudessem se mostrar desleais, visto que os salários foram desvalorizados pela inflação descontrolada. Nenhum reforço, porém, foi suficiente para conter a operação dos Estados Unidos – e a história do ditador que confiou em agentes de outro país para cuidar da sua segurança e mesmo assim foi deposto já entrou para o folclore político da América Latina.

Estimativas apontam que há cerca de 15 mil cubanos atuando em várias áreas na Venezuela, número que chegou a 30 mil no passado. A parceria entre os regimes de Cuba e Venezuela é conhecida há décadas, mas o tamanho do contingente da ditadura de Havana que protegia Maduro chamou a atenção.

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