Na tarde de segunda-feira (3), Cuba registrou um novo apagão geral, o segundo em menos de 24 horas, totalizando sete apagões generalizados em 2026. A interrupção no fornecimento de energia foi confirmada pela empresa estatal Unión Eléctrica (UNE), que relatou que a nova falha ocorreu durante o processo de reestabelecimento da energia após o apagão de domingo (2). Os problemas foram atribuídos a eventos meteorológicos que causaram danos na infraestrutura elétrica.
O apagão total do Sistema Eletroenergético Nacional (SEN) foi registrado às 22h43 de domingo, e a UNE iniciou imediatamente o processo de recuperação. Ao meio-dia de segunda-feira, a energia foi restabelecida em 29 circuitos em Havana, beneficiando mais de 87 mil clientes, o que representa 14,27% da população da cidade.
Historicamente, a ilha já enfrentou apagões significativos, com dois incidentes ocorrendo em março e três em julho, em um intervalo de apenas oito dias. Esses eventos têm afetado a maioria dos 9 milhões de habitantes de Cuba, gerando preocupações sobre a estabilidade do sistema elétrico.
A crise energética em Cuba é resultado da capacidade de geração elétrica insuficiente, exacerbada pela pressão dos Estados Unidos, que limita as importações de petróleo. Estima-se que o país necessite de 100 mil barris de petróleo por dia para atender à demanda energética, mas atualmente produz apenas cerca de 40 mil barris diariamente. Essa escassez forçou a dependência de importações.
O último navio petroleiro a chegar a Cuba foi o russo Anatoli Kolodkin, que trouxe aproximadamente 730 mil barris em 31 de março, quantidade que pode suprir as necessidades energéticas da ilha por algumas semanas em abril. A falta de energia elétrica acarreta impactos diretos na economia local, que já enfrenta uma previsão de contração de 6,5% para este ano.