A ditadura cubana anunciou, na quinta-feira (2), um indulto que promete libertar mais de 2 mil presos, o maior gesto desse tipo em mais de dez anos. No entanto, a medida não inclui opositores políticos, e o regime não divulgou a lista dos beneficiados nem os critérios utilizados para a seleção.
A decisão foi anunciada logo após o relaxamento do bloqueio de petróleo dos EUA, permitindo que um navio russo entregasse combustível à ilha. O indulto foi apresentado como um ato humanitário durante as celebrações da Semana Santa, mas críticos apontam que ele serve para melhorar a imagem do regime frente à pressão externa.
Organizações de direitos humanos, como Cubalex, não conseguiram confirmar a libertação de presos políticos entre os beneficiados. Estimativas indicam que mais de 1,2 mil pessoas continuam detidas por motivos políticos, com novos casos surgindo constantemente.
O uso da Páscoa para esse anúncio gerou controvérsia, considerando que o regime cubano, fundado no ateísmo marxista, frequentemente perseguiu a Igreja. Enquanto o governo tenta passar uma imagem de diálogo, manifestações em Havana mostram uma juventude mobilizada em defesa da revolução e contra o imperialismo, refletindo a contradição do cenário cubano.