Caso ocorreu durante cirurgia para retirada de pino no braço em Campo Grande.
O CRM-MS julga médicos acusados de negligência em cirurgia que deixou paciente em estado neurovegetativo. O caso ocorreu em fevereiro de 2022.
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS) realiza nesta quinta-feira (23) o julgamento de médicos acusados de erros durante uma cirurgia que deixou o paciente Roberto de Avelar Júnior, de 34 anos, em estado neurovegetativo. O procedimento, realizado em fevereiro de 2022 em um hospital particular de Campo Grande, tinha como objetivo a remoção de um pino do braço do paciente.
Roberto, filho do vereador Beto Avelar, sofreu uma parada cardiorrespiratória durante a cirurgia. A denúncia aponta falhas na condução do procedimento anestésico, alegando que o anestesista não estava presente na sala no momento da parada.
O paciente chegou ao hospital consciente e sem comorbidades. Durante a cirurgia, estavam presentes duas técnicas de enfermagem, o cirurgião e o anestesista. Cerca de dez minutos após o início do procedimento, Roberto sofreu a parada cardiorrespiratória.
Investigação e Expectativas
A denúncia indica que uma das técnicas de enfermagem precisou chamar o anestesista. Roberto foi reanimado, mas foi transferido para o CTI em estado neurovegetativo, com graves sequelas neurológicas.
O vereador Beto Avelar expressou o sofrimento da família e cobrou punição exemplar para os responsáveis. “A minha expectativa é que esses profissionais sejam punidos exemplarmente”, declarou.
O julgamento do CRM-MS vai avaliar a conduta dos profissionais envolvidos e pode resultar em punições disciplinares, desde advertência até a cassação do registro médico, em caso de negligência, imprudência ou imperícia.