Crise no Irã é vista como obstáculo para Conselho de Paz do governo Lula

A crise no Irã é considerada um obstáculo nas iniciativas do Brasil para um Conselho de Paz. Lula condiciona participação à inclusão de líderes palestinos. [...]
Lula (PT) durante discurso na Índia — Foto: Lula (PT) durante discurso na Índia

A escalada da crise no Irã é interpretada como um "tiro de misericórdia" nas tentativas do governo brasileiro de articular um Conselho de Paz para mediar conflitos internacionais. O Brasil foi convidado a integrar o grupo, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condicionou sua participação à inclusão de líderes palestinos.

Após os Estados Unidos e Israel realizarem um ataque coordenado contra o Irã, a avaliação é de que o novo cenário reduz as chances de o Brasil integrar o grupo. O presidente Lula está em Minas Gerais, enquanto o Itamaraty elabora um reporte sobre a situação no Oriente Médio, que deve fundamentar possíveis posicionamentos do Planalto nos próximos dias.

Nos bastidores, há a percepção de que, se a crise se estender, temas bilaterais podem ser temporariamente deixados de lado. Entretanto, o encontro entre Lula e Donald Trump, planejado para março, ainda é considerado viável, dependendo da evolução do conflito e do ambiente diplomático.

O assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim, destaca que a situação no Irã é mais complexa do que a da Venezuela. Ele acredita que os planos dos Estados Unidos para uma mudança política no Irã podem ser frustrados, já que o país tem uma população maior e questões religiosas que complicam o cenário.

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