A prisão de Nicolás Maduro e a iminente volta de petroleiras americanas à Venezuela colocam em risco adicional as já deterioradas contas públicas brasileiras. O país acumula déficit primário desde novembro de 2014 e viu o rombo das estatais federais triplicar em 2024.
A ameaça agora é a queda nos dividendos da Petrobras, pois com empresas como Exxon Mobil e Chevron de volta ao país vizinho, a oferta global de petróleo deve aumentar, derrubando preços e reduzindo os repasses da estatal ao Tesouro Nacional.
O cenário, porém, não é apenas de riscos, pois as sanções americanas mantidas bloqueiam as exportações venezuelanas e abrem janela para o Brasil se tornar fornecedor alternativo de petróleo à China no curto prazo.
A possível volta de petroleiras americanas à Venezuela ganha relevância justamente nesse contexto de fragilidade fiscal, e o Brasil pode sair ganhando no curto prazo, se tornando o principal fornecedor alternativo de petróleo ao gigante asiático.