Aos 13 anos, Heverton Kaick Pereira enfrenta uma batalha crucial por sua saúde. Diagnosticado com cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva, o adolescente necessita de tratamento especializado em São Paulo, mas enfrenta dificuldades para acessar o serviço através do Sistema Único de Saúde (SUS). A família, diante da urgência e da falta de resposta do sistema, lançou uma campanha de arrecadação online para cobrir os custos da viagem, estadia e alimentação durante o período de tratamento em outro estado.
A cardiomiopatia de Heverton, identificada quando ele tinha apenas dois anos, afeta o ventrículo esquerdo do coração, exigindo acompanhamento e intervenções específicas. A ausência do tratamento adequado expõe o jovem a riscos significativos, incluindo a possibilidade de uma parada cardíaca súbita.
A família alega ter solicitado o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) ao SUS em São Paulo, mas até o momento não obteve confirmação de que o benefício será concedido. “O TFD está sendo rejeitado, e o caso dele já foi encaminhado para a Defensoria Pública. Meu único desejo é garantir o tratamento para o meu filho,” desabafa Elcy Pereira Bento, mãe de Heverton.
O tratamento ideal para o adolescente seria realizado no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da FMUSP. No entanto, a falta de cobertura pelo SUS impõe à família o desafio de buscar uma vaga particular na instituição. Enquanto aguarda o acesso ao tratamento, Heverton tem sua rotina drasticamente alterada, impossibilitado de participar de atividades comuns para um adolescente de sua idade.
“A médica dele informou que a situação é grave e que ele pode falecer a qualquer momento. Temos todos os laudos que comprovam a necessidade urgente do tratamento para que ele tenha chances de sobreviver. Heverton precisou parar de frequentar a escola, pois não pode experimentar emoções fortes, como estresse ou alegria excessiva. Ele permanece isolado em casa,” relata Blenda de Almeida, prima do jovem.
Para se dedicar integralmente aos cuidados do filho e viabilizar a viagem, Elcy renunciou ao emprego de serviços gerais em um órgão público. Após três anos de trabalho, recebeu R$ 1.700 de rescisão.
“Ela pediu demissão há cerca de dois meses e recebeu apenas esse valor. Fizeram um acordo com ela, mas por falta de conhecimento, ela não compreendeu os termos,” explica a sobrinha.
A família conta com a solidariedade da população para arrecadar fundos para o transporte até São Paulo – seja por via terrestre ou aérea –, hospedagem durante o tratamento, alimentação e outras despesas essenciais. “Cada contribuição, por menor que seja, será uma bênção e fará toda a diferença na vida do Heverton”, apela Elcy.
Doações podem ser feitas através da plataforma de arrecadação online ou via PIX, utilizando a chave: 5714441@vakinha.com.br.