Cresce uso de telemedicina por adolescentes para obter pílulas abortivas sem consentimento

Adolescentes nos EUA estão utilizando telemedicina para solicitar pílulas abortivas, muitas vezes evitando o consentimento dos pais, revela estudo. [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

Um relatório recente revelou que adolescentes e jovens adultos nos Estados Unidos estão obtendo pílulas abortivas por meio da telemedicina em números significativos. O estudo, publicado na revista JAMA Health Forum, analisou pedidos de aborto por telemedicina entre três faixas etárias: 15 a 17 anos, 18 a 24 anos e 25 a 49 anos. A pesquisa indicou que jovens adultos, na faixa de 18 a 24 anos, solicitam medicamentos abortivos com frequência superior à dos adultos mais velhos, e que o mesmo ocorre com adolescentes em estados que exigem o consentimento dos pais para a realização do aborto.

O estudo aponta uma crescente demanda entre adolescentes e jovens adultos em ambientes com restrições legais. A pesquisa destacou que a dependência de serviços de telemedicina online para realizar abortos está aumentando, impulsionada por uma maior quantidade de restrições legais. Para meninas de 15 a 17 anos, o aumento no número de pedidos foi mais acentuado em estados com leis de consentimento dos pais.

Após a decisão do caso Dobbs, os pedidos de pílulas via telemedicina para abortos medicamentosos aumentaram, especialmente em estados com leis que envolvem os pais. Isso pode representar riscos à saúde, uma vez que muitas meninas buscam esses abortos para ocultar a gravidez ou a atividade sexual dos pais, o que as torna menos propensas a buscar assistência médica em caso de complicações.

Estudos indicam que as taxas de hospitalização entre mulheres que utilizam pílulas abortivas são elevadas. O aborto medicamentoso possui uma taxa de complicações quatro vezes maior em comparação ao aborto cirúrgico. Além disso, as complicações associadas à pílula abortiva frequentemente são subnotificadas. A falta de supervisão médica presencial no acesso a esses medicamentos por meninas menores de idade potencializa os riscos envolvidos.

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