Cresce a procura pelo congelamento de óvulos em Mato Grosso do Sul

O congelamento de óvulos se torna uma alternativa crescente entre mulheres Em Mato Grosso do Sul, com um aumento de 82% no número de embriões [...]
Bebê recém-nascido — Foto: Bebê recém-nascido Foto: Arquivo Pessoal

O desejo de se tornar mãe é uma aspiração para muitas mulheres, que, no entanto, enfrentam a pressão de equilibrar carreira, vida pessoal e estabilidade financeira. Em Mato Grosso do Sul, a prática do congelamento de óvulos tem se tornado uma opção cada vez mais comum, permitindo que elas adiem a maternidade até se sentirem preparadas.

Dados da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) revelam que o número de embriões congelados no estado aumentou em 82% nos últimos cinco anos. O total de embriões congelados passou de 799 em 2020 para 1.456 em 2025, refletindo uma mudança significativa no planejamento familiar das mulheres, especialmente aquelas com mais de 35 anos, que buscam preservar sua fertilidade para uma gestação futura.

A médica Mariana explica que o processo de congelamento envolve um estímulo ovariano seguido da coleta dos óvulos, o que leva, em média, 12 dias. O tempo pode variar conforme a resposta do organismo de cada paciente ao tratamento. Apesar de não haver um número exato de óvulos que garanta uma gravidez futura, a idade da mulher é um fator determinante nas chances de sucesso, com mulheres abaixo dos 35 anos apresentando uma taxa de sucesso maior ao conservar cerca de 15 óvulos.

No entanto, Mariana ressalta que o congelamento não assegura a gravidez, funcionando mais como uma tentativa de preservar a fertilidade. Ela compara o procedimento a uma poupança, onde a mulher investe na possibilidade de engravidar no futuro, mas sem garantias de sucesso. Para mulheres acima de 35 anos, a quantidade de óvulos necessária para aumentar as chances de gestação é maior, podendo chegar a 20.

Uma mãe de primeira viagem que optou pelo congelamento relata que investiu cerca de R$ 38 mil nos procedimentos para se tornar mãe e ainda paga R$ 900 a cada seis meses para manter os óvulos congelados. Ela planeja realizar um novo procedimento dentro de um ano, já que tem a expectativa de ter mais filhos. "É uma vida que está lá, porque os óvulos já estão com o sêmen do meu marido", comenta, destacando a importância de manter os embriões congelados e os custos associados a essa decisão.

A crescente demanda pelo congelamento de óvulos Em Mato Grosso do Sul reflete não apenas uma mudança nas aspirações familiares, mas também uma adaptação das mulheres às exigências da vida moderna, onde o planejamento se torna essencial para garantir a realização dos sonhos de maternidade.

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