Crédito rural é sustentado por FGO em meio a inadimplência no agro

Uso de até R$ 500 milhões do FGO deve funcionar como instrumento para preservar a oferta de crédito oficial em um ambiente de maior inadimplência [...]

O uso de até R$ 500 milhões do FGO para operações do Pronaf deve funcionar como instrumento para sustentar a oferta de crédito oficial em um ambiente de maior inadimplência e endurecimento das garantias no campo.

A autorização reflete um diagnóstico estruturado da equipe econômica: o principal entrave hoje não está no volume de recursos ou nas taxas de juros, mas na deterioração das garantias no campo e na crescente seletividade dos bancos ao avaliar risco.

Dados do BC indicam que a inadimplência nas linhas de crédito rural atingiu 3,31% em dezembro, e que, somadas as operações em atraso, cerca de 6% da carteira segue nessa condição — o equivalente a cerca de R$ 45 bilhões de um total de R$ 816 bilhões.

O aumento de risco, impulsionado por recuperações judiciais e eventos climáticos recentes, tem levado os bancos a endurecer critérios de garantia, como a exigência de alienação fiduciária, reduzindo o acesso ao crédito tradicional.

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